
Luxúria:Corrupção de costumes, lascívia, sensualidade.(michaelis)
Hoje,em minha centésima postagem,quero recomendar para vocês um livro que acabei de ler e que me deixou muito pasma pela sua linguagem crua e sem frescuras.
Trata-se de A CASA DOS BUDAS DITOSOS,de João Ubaldo Ribeiro.Este livro,da editora Objetiva,faz parte de uma coleção chamada Plenos Pecados,onde 7 escritores escreveram sobre um pecado capital,e ao João coube o da luxúria.
O livro é um relato surpreendente da vida de uma jovem senhora de 68 anos que nos conta detalhadamente sua vida sexual.Até aí,ok^^,mas creio que é um livro do tipo:ame ou odeie,pois os muito puritanos com toda certeza não curtiriam este livro....com uma linguagem como disse,crua e deliciosamente,excitantemente obscena.
Há quem diga que é de mau gosto....mas eu adorei e recomendo,porque sexo não é para ser tabu...Sexo é vida,é gostoso,libertador.....Então porque não ler e falar de sexo?????
Bom,aí vai um trecho do livro meus queridos.....leiam.....tirem suas conclusões^^
''- Abra as pernas para mim.Eu abri, ele curvou meus joelhos para cima, afastou minhas coxas ainda mais – ai, que momento lindo! -, encostou a glande bem no lugar certo, agarrou meus ombros com os braços em gancho pelas minhas costas, abriu a boca para me beijar com a língua enroscada na minha e, num movimento único e poderoso, se enfiou em mim. Senti uma dor fina e quase um estalo, cheguei a querer deslizar de costas pelo colchão acima, mas ele somente enfiou-se em mim até o cabo e ficou lá dentro parado, me segurando forte, para só então terminar o beijo, erguer o tronco e começar a me foder, olhando para a minha cara. E então, com a expressão de homem mais bonita que já vi na minha vida e exalando um cheiro para sempre irreproduzível, gozou muito fundo dentro de mim e eu senti, senti mesmo, aquele jato me inundar gloriosamente aos borbotões, aquela pica grossa e macia pulsando ereta dentro de mim, ai! Eu não gozei, mas só tecnicamente, porque de outra forma gozei muito naquele momento, não posso descrever minha felicidade, minha profusão de sentimentos, me sentir mulher, me sentir fodida, me orgulhar de ter sido esporrada em meio a meu sangue, sem fricotes, como uma verdadeira fêmea deve ser inaugurada por um verdadeiro macho.''
A Casa dos Budas Ditosos, João Ubaldo Ribeiro