domingo, 5 de março de 2017

Sobre meu jeito de amar

Ontem mesmo estava pensando em meu jeito de amar.
Eu amo com urgência,sem pudor,com exagero, dilaceradamente.
Eu amo esparramado, declarado,que mesmo em silêncio a mensagem fica clara.
Eu amo com palavras, eu dou cartaz. Eu amo do amor escorrer pelos meus olhos.
Escorre uma cascata. Nenhuma barreira contém meu amor correndo em alta velocidade.
Não sei fazer de outra maneira.


Na foto, um belo poema de Adélia Prado.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Take me tonight

Vem me buscar essa noite. Quero sentar no banco do seu carro e deixar você me levar em silêncio, a mão na minha coxa quando o farol fechar, o olhar de banda quando ficar tudo muito quieto.
Me leva. Não me deixa aqui angustiada. Vem me falar como foi seu dia. Fale sem parar, até perder o fôlego. Depois, fale mais. Me conta o que ouviu de novo,  a música que descobriu naquele filme, de como está estressado com trabalho, de como se irrita com os indivíduos que não dão seta no trânsito.
Me acolhe. Diz pra mim que tudo vai dar certo quando minha esperança estiver remando contra a maré. Me pega um copo d’água, pega o óleo e me faz uma massagem, deixa eu te cheirar o cangote e bagunçar o seu cabelo recém penteado. Me diz que tudo vai ficar bem e pede pra eu fechar os olhos para o sono vir logo.
Se meta na minha vida. Entra dentro dela que o convite tá na porta e nem precisa bater. Estou aqui com a mobília pronta, a casa feita, os ouvidos atentos e os braços abertos.  Senta no sofá, diz pra eu não exagerar e não pirar. Fala pra eu ter juízo, me fale sobre fé.
Depois de tudo isso bota a mesa. Antes do jantar, tira minha roupa. toma banho comigo.

Me veste de paz.